Pirataria soma e segue nas aguas da Guiné-Bissau
 Alguns dos navios infractores no largo do canal Geba |
Dez navios piratas cujo proveniências não foram reveladas pelas autoridades, foram aprisionados na noite do dia 1 de Janeiro, quando praticavam a actividade da pesca na Zona Económica Exclusiva (ZEE) das águas territoriais da Guiné-Bissau. O primeiro ministro guineense, Carlos Gomes Júnior que se deslocou aos portos de Bissau acompanhado do Procurador-Geral da República, Amine Michel Saad, do ministro da Defesa Nacional e dos Combatentes, Aristides Ocante da Silva, do secretário de Estado das Pescas e do chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, José Zamora Induta para se inteirar da situação, em resposta aos jornalistas, na ocasião, disse que o Executivo que lidera está preocupo quanto a onda de pirataria nas águas nacionais. A este propósito, lançou um apelo à Comunidade Internacional e aos parceiros de desenvolvimento da Guiné-Bissau no sentido de apoiar o país com meios de combate à pesca ilícita e ao narcotráfico. Segundo Carlos Gomes Júnior, se as “nossas águas territoriais” fossem bem controladas as receitas que provêm das actividades piscatórias poderão cobrir grande parte das despesas pública e colmatar os desafios que o Executivo tem pela frente. O chefe do Governo guineense é da opinião que, por enquanto, a pesca é o "petróleo" da Guiné-Bissau. Nesta ordem de ideia, admite que "só com um controlo sério e uma gestão rigorosa dos “nossos recursos naturais” é que toda a gente poderá sair a ganhar, desde os armadores até aos consumidores, porque terão a pesca desejada".
Questionado sobre o destino dos navios aprisionados, o primeiro ministro explicou que uma Comissão irá reunir-se para analisar o grau da infracção cometida, e actuará na base do Acordo Geral das Pescas vigente na Guiné-Bissau aplicando a multa devida. Em relação à proveniência desses navios, Carlos Gomes Júnior recusou-se revelar, mas afirma que são navios dos países com que a Guiné-Bissau mantenha estreitas relações de cooperação. Apesar disso, lembrou: "as infracções são multadas". As apreensões dos dez navios aconteceram dias após o Sindicato de base do FISCAP, em sinal de protesto ao que considera de falta do interesse do Governo no controlo das águas territoriais do país, ter lançado apelo aos armadores para pescarem à vontade até ao ilhéu de Bandim, caso quizerem. Agostinho Pereira Gomes (APEGO) - fonte: Jornal No Pintcha
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