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Associação dos estudantes e quadros guineenses marca passos
Divulgar, sensibilizar e apelar à aderência de mais sócios, foi o objectivo que esteve na origem da deslocação de uma delegação da Associação de Estudantes e Quadros Guineenses em Itália a cidade de Trento no dia 29 de Novembro. A comitiva composta do tesoureiro e da secretaria da ASEQUAGUI, respectivamente Toto Equigo e Agueda Biossé foi chefiada pelo seu presidente Alfredo Sambu. De acordo com dados estatísticos não oficiais a que tivemos acesso, a cidade de Trento, palco da primeira etapa de uma série de campanha de sensibilização a ser realizada pela direcção da ASEQUAGUI, apresenta actualmente o maior número de estudantes guineenses em todo o território italiano. Foi em torno de uma mesa redonda, numa das salas de reuniões da Paróquia de Villazzano que vozes ecoaram felicitações, propostas, cepticismos e critícas a iniciativa que visa a junção de "homens apaixonados pela ciência" como mecanismo para projectar ajudas ao desenvolvimento sócio-económico da Guiné-Bissau. No seu uso de palavras na ocasião, o presidente da ASEQUAGUI não escondeu a sua satisfação ao agradecer os presentes pela forma como têm respondido o apelo lançado pela organização que dirige. Alfredo Sambù explicou em poucas palavras quais os motivos que o obrigaram a fundar a Associação, tendo convidado os estudantes a se inscreveram como sócios, condição "sine qua non" segundo ele, para a concretização dos objectivos traçados. Por seu turno, o responsável das Relações Exteriores, Francisco Cabral disse que as razões da escolha da cidade de Trento como ponto de partida da campanha de sensibilização, deveu-se essencialmente ao número de estudantes guineenses que anualmente multiplica-se naquela cidade. Francisco Cabral manifestou-se optimista em ver realizado pelo menos, 50 por cento dos objectivos da ASEQUAGUI, mas adverte: "isso só poderá acontecer com o esforço de todos". Enquanto isto, a secretaria Agueda Biossé fez um resumo verbal dos trabalhos do secretariado, concluindo as suas palavras com um apelo à aderência de mais sócios na nova organização. Para Toto Equigo, a presença de mais estudantes que quadros na ASEQUAGUI é fundamental e imprescindível. "São eles a força dinamizadora de tudo quanto se projecta fazer". O tesoureiro da ASEQUAGUI admite a possibilidade de, num futuro próximo, a Associação vier a conceder empréstimos aos estudantes em situações de dificuldades para pagamentos de Propina. "Mas isso aconteceria só com a vossa aderência em massa na ASEQUAGUI", aconselhou. Entretanto, pode-se afirmar que a iniciativa foi respondida positivamente. A sala estava repleta de gente, e o número por si só testemunha esse facto. Com a excepção de quatro ausentes, todos os estudantes presenciaram o acto. Portanto, em quase todas as intervenções, os estudantes se manifestaram a vontade de participar de forma positiva e modesta no "espaço de concertações" ora criado. Agora resta esperar para ver, porque a comunidade guineense em Itália é complexa e difícil de confiar-se nela. Como disse alguém e bem, é uma comunidade onde as palavras soam-se mais forte que os actos. Oxalá que a ASEGUAGUI não siga os passos da velha Associação dos Emigrantes Guineenses, fundada há mais de 15 anos, e que já não opera há três anos. Importa salientar que foi entregue a cada participante uma cópia do resumo do Estatuto da ASEQUAGUI.
Agostinho Pereira Gomes (Apego)
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