Jornada Cultural ASAV - vista de fora A quarta jornada cultural da Associação dos Estudantes Africanos da Universidade de Verona, ASAV poderia ter sido um êxito à cem por cento não fossem as modificações feitas na sua programação e caso as responsabilidades tivessem sido entregues a quem de direito.
É óbvio que quando falhamos na organização falhamos em quase tudo. Quer queiramos quer não, há coisas que certas pessoas não devem fazer não obstante a vontade que eventualmente tenham para as fazer. Não basta querer, é fundamental saber fazer. Caros amigos da ASAV! Sejamos humildes e demos os braços a torcer. O que assistimos naquele dia numa das salas magnas da Faculdade de Economia foi uma vergonha, uma estupidez e não uma conferência. Vergonha provocada pela vaidade, pela ambição pelo protagonismo, pelo egoísmo e pela inocência dos que pensam que tudo sabem e só eles sabem. Vejamos: Fez sentido um evento desse com o Vice-Perfeito da cidade de Verona na sala de conferências como simples participante sem lhe dar a oportunidade de pronunciar sequer uma palavra? Que tem a ver o factor tempo que evocámos como pretexto para justificar e tentar cobrir a gafe que cometemos? Como é possível defender o indefensável? O professor Samulomba queria transmitir a sua reflexão sobre os 50 anos da independência da África aos estudantes, mas não lho deixaram fazer; o reduzido número de estudantes que aí estava queria ouvi-lo, mas não lhe foi dada a oportunidade. Os estudantes queriam também ouvir da boca do presidente do Conselho Comunal de Verona, Pieralfonso Fratta Pasini, relativamente às perspectivas do relacionamento ASAV-Comuna de Verona, mas não puderam ouvi-lo... É mesmo um caso para se questionar: Vale a pena a ASAV organizar no futuro conferências de género em que participem menos de 10 estudantes num universo de mais de 30 inscritos? Vale a pena organizar conferências e convidar personalidades só para lhes mostrar que somos carentes? É assim que pensamos dirigir a África? Creio que não! Não porque teríamos dificuldades em encontrar conferencistas à altura para nos orar temas. Há mesmo quem diga que caso convidássemos de novo o professor Mukuna Samulomba, ele recusaria o convite por causa da vergonha que viu no dia 6 de Maio de 2010. É verdade que uma revolução mesmo que seja nutrida por teorias concebidas perfeitamente, pode falhar. Mas, não se deve esquecer que nenhum homem do planeta-terra levou a cabo e com sucesso uma revolução sem uma teoria revolucionária. Grandes cientistas foram e são sempre grandes sonhadores. Por conseguinte, cabe aos mentores da ideia da criação da moeda única para África encontrar mecanismos para os objectivos preconizados.
Se assim for, estamos seguros que os líderes africanos se quiserem, a África terá a sua moeda única, mesmo depois da data prevista e já anunciada (ano 2018), até porque não é obrigatório a aderência dos países do continente. Agostinho Pereira Gomes (Apego) (news) |

