A língua portuguesa como vector de comunicação no mundo lusitano

 

Na área vasta e descontínua em que é falada, o português apresenta-se, como qualquer língua viva, internamente diferenciado em variedades que divergem de maneira mais ou menos acentuada quanto à pronúncia, a gramática e ao vocabulário. Tal diferenciação, entretanto, não compromete a unidade do idioma: apesar da acidentada história da sua expansão na Europa e, principalmente, fora dela, a língua portuguesa conseguiu manter até hoje apreciável coesão entre as suas variedades.

As formas características que uma língua assume regionalmente denominam-se dialéctos. Alguns linguisticos, porém, distinguem o falar do dialécto:

Dialécto seria um sistema de sinais originados de uma língua comum,  viva ou desaparecida; normalmente, com uma concreta delimitação geográfica, mas sem uma forte diferenciação diante dos outros dialéctos da mesma origem. De modo secundário, poder-se-iam também chamar dialéctos as estruturas linguísticas, simultâneas de outra, que não alcançam a categoria da língua.

Falar seria a peculiaridade expressiva própria de uma região e que não apresenta o grau de coerência alcançado pelo dialécto. Caracterizar-se-ia por ser um dialécto empobrecido, que, tendo abandonado a língua escrita, convive apenas com manifestações orais.

No entanto, á vista da dificuldade de caracterizar na prática as duas modalidades, empregamos neste texto o termo dialécto no sentido de variedade regional da língua, não importando o seu maior ou menor distanciamento com referência à língua padrão.

No estudo das formas que veio a assumir a língua portuguesa, especialmente na África, na Ásia e na Oceania, é necessário fazer a distinção entre os dialéctos e os crioulas de origem portuguesa. As variedades crioulas resultam do contacto que o sistema linguístico português estabeleceu, a partir do século XV, com sistemas linguísticos indígenas. 0 grau de afastamento em relação à língua mãe é hoje de tal ordem que, mais do que como dialéctos, os crioulos devem ser considerados como línguas derivadas do português.

Enquantos os Países africanos onde os  portugueses chegaram com a influência de língua de Camões , era um início difícil por partes das populações actotones “indígenas”.

Em Angola e Moçambique, onde o português se implantou mais fortemente como língua falada, ao lado de númerosas línguas indígenas, fala-se um português bastante puro, embora com alguns traços próprios, em geral arcaísmos ou dialectalismos lusitanos semelhantes aos encontrados no Brasil. A influência das línguas “negras” sobre o português de Angola e Moçambique foi muito leve, podendo dizer-se que abrange somente o léxico local.

Nos demais países africanos de língua oficial portuguesa, o português é utilizado na administração, no ensino, na imprensa e nas relações internacionais. Nas situações da vida cotidiana são utilizadas também línguas nacionais ou crioulas de origem portuguesa. Em alguns países verificou-se o surgimento de mais de um crioulo, sendo eles entretanto compreensíveis entre si.

Essa convivência com línguas locais vem causando um distanciamento entre o português regional desses países e a língua portuguesa falada na Europa, aproximando-se em muitos casos do português falado no Brasil. Por isso, dou mérito a Luís De Camões.

Neste momento o português é o idioma oficial de oito países, é falado por mais de 240 milhões de pessoas no mundo deve ser valorizado como língua e também como traço cultura de uma quantidade crescente das nações, declaro. Tenho imensa esperança  que esta língua, venha considerada como o vector dos que a falam.

Eu defendo a importância cultural e económica do português que é actualmente a quinta língua mais falada e a sexta mais escrita no mundo, indico. Do meu ponto de vista, a língua nâo é só uma ferramente de unidade cultural, mas também um veículo de desemvolvimento económico e social que deve ser defendido como um património das sociedades lusitanas.

Obrigado

 

Abna


(news)